May 08, 2005

Analysis of Tourism & Social Inclusion: Salvador da Bahia, Brasil

The following may also be found on the blog, "Disability in the Brazilian Context" which is an excellent live commentary and audit on the inclusive destination situation in Salvador da Bahia, Brazil.

Author Jared Goyette is in Brazil as an exchange student and provides researchers and advocates outside the country with observation and analysis that is then utilized in various parts of the world. Here he places the economic argument for Inclusive Destinatioin Development in the contxt of the global aging of the Boomer generation from developed nations wishing to spend their tourism cash in places like Brazil's very popular Salvador da Bahia.

Falou, Jared!

"Porque Turismo, Porque Agora: Estratégia para Acessibilidade em Salvador (Parte 1)"

publicado Thursday May 5, 2005 em:
http://bahiadisabilitystudy.blogspot.com/


Quando comecei a analisar a situação de acessibilidade em Salvador, fique decepcionado! O trânsito de pessoas usuárias de cadeiras de rodas e com deficiência visual é extremamente difícil. Esta situação pode ser observada em qualquer parte da cidade, os bairros mais modernos, o centro histórico, as instituições públicas, shoppings, etc. Minha própria Faculdade, A Escola de Educação da UFBA, fala muito de "Educação Inclusiva" e inclusive tem uma rampa de acesso para usuários de cadeira de roda que chega ao andar térreo, daí em diante não tem elevadores nem rampas, ou seja, acabou a inclusão.

Isso não ocorre por falta de pessoas tentando mudar a situação. Há mais de 20 anos a "Associação Baiana de Pessoas com Deficiência" (ABADEF), está envolvida nestes assuntos, e desde 1999 a "Comissão Civil para Acessibilidade" (um conjunto de várias ONGS), também entrou nesta luta por uma cidade mais acessível. O próprio diretor da Faculdade de Educação já mostrou estar consciente do problema, porém não pode fazer as mudanças necessárias por falta de verba do governo.

No entanto, como costuma dizer o Presidente da Republica, "As coisas não mudam de noite para dia". Mas será que as coisas estão mudando? De uma certa forma sim, devido ao trabalho das ONGS, o governo municipal e federal tem demonstrado boa vontade para criar um cidade mais acessível. Um exemplo, foi a escolha de Zenira Rebouças como chefe da Coordenadoria Municipal das Pessoas com Deficiência, o que é um avanço já que Zenira há 20 anos é uma militante pelos direitos dos Pessoas com defiecieia.

Enquanto no campo políticos as coisas estão melhorando, o ambiente econômico não parece tão otimista. No dia 28 de abril, uma manchete do principal jornal de Salvado, o Jornal Atarde, declarou "Salvador está empobrecendo". O corpo do artigo indicou que o PIB de Salvador, ou a produção econômica, caiu 11.7% em três anos, desde 1999 a 2002. Respondendo às estatísticas, o Secretaria Municipal da Fazenda falou em um tom de alarme, "O empresariado, sobretudo, precisa estar consciente de que o pagamento do tributo em Salvador hoje é uma questão de justiça social, porque senão estará entregando a cidade ao caos".

Enquanto que a economia da cidade diminui, também cai a renda que o governo recebe em impostos. Não adianta nada o governo ter boas intenções se não há recursos. A mesma situação também ocorre no setor privado, uma empresa que não está tendo lucro, por exemplo, não vai investir em um software necessário para que um cego possa trabalhar no computador. Isso é lamentável, pois os direitos das pessoas com deficiência devem ser respeitados pelos serviços público e privado independente de qualquer variação da economia. A questão é como, dentro deste ambiente socioeconômico , podemos fazer com que estes direitos sejam respeitados? Quais ferramentas estão presentes neste contexto que podemos usar para construir esta realidade?

Não é todo a economia soteropolitano que está em más condições; como sempre, alguns setores vão melhor do que outros. As empresas que vão bem devem receber mais atenção pelos que lutam por acessibilidade, porque estas empresas estarão mais dispostas a participar em projetos de acessibilidade, e estes projetos podem servir como exemplos para o resto da cidade.

Em Salvador, umas das industriais que mais cresceu nos últimos dez anos foi o turismo. Em questões de acessibilidade, o turismo é interessante porque deve tornar-se mais acessível não somente para “respeitar os direitos da pessoa com deficiência” mas também para ganhar mais lucro.

A tendência é que o numero de turistas que tem deficiência vai aumentar, e isso representar uma oportunidade que as empresas de turismo devem aproveitar. A razão disso é que nos paises “desenvolvidos” da América de Norte, Oeste da Europa, e Ásia, a percentagem da população que está acima de 65 anos está aumentando. Infelizmente, com o passar do tempo, os efeitos da idade começam a aparecer, e alguém que tem mais de 65 anos tem uma maior chance de ter uma deficiência física. Mas o fato de que alguém já passou 65 aniversários e que tem uma deficiência não quer dizer que esta pessoa quer desistir da vida,. Pelo contrario, estas pessoas vão querer aproveitar do dinheiro acumulado com anos de trabalho. Vão querer viajar, conhecer novos lugares, lugares como o Brasil, e sua segunda maior atração turística, Salvador da Bahia.

Posted by rollingrains at May 8, 2005 04:49 AM